Ao planejar uma construção, é comum nos depararmos com uma pergunta: escolher um arquiteto ou um engenheiro civil? Descubra qual a melhor opção.
Se você está se planejando para iniciar um projeto de construção, é possível que esteja com dúvidas em relação a qual profissional contratar para auxiliá-lo nessa empreitada: um arquiteto ou um engenheiro civil?
Arquiteto e engenheiro civil: qual a diferença?
Bem, ainda que ambos possam executar tarefas de planejamento e fiscalização de obras, é muito importante ter em mente que eles são profissionais de áreas distintas, as quais, por mais que possuam muitas coisas em comum, têm focos diferentes. Ou seja, tanto o arquiteto quanto o engenheiro civil estão habilitados a ajudá-lo em seu projeto de construção, e a escolha por um deles – ou pelos dois – deve se basear nos seus objetivos!
Vamos começar pelo início: qual a diferença entre eles? De modo geral, o arquiteto tem uma visão um pouco mais humana do projeto, pensando no que ele significa e representa para o cliente; o trabalho do arquiteto tem um lado conceitual forte. O engenheiro, por sua vez, se volta para aspectos mais exatos de uma obra, trabalhando com todos os cálculos que, juntos, formam um projeto.
Essas diferenças existem desde o período em que esses profissionais estão estudando para que possam exercer suas profissões. Enquanto o curso de Arquitetura e Urbanismo tem como um de seus focos as questões culturais, ambientais e ligadas às relações humanas, o curso de Engenharia é bastante centrado nas disciplinas de cálculo.
Claro, isso não significa que esses dois profissionais sejam de áreas tão diferentes que é impossível que eles dialoguem. Pelo contrário! O arquiteto e o engenheiro civil têm muitos conhecimentos em comum, como, por exemplo, tudo aquilo que compõe a fiscalização de um projeto de construção, para que este esteja em conformidade com todas as leis.
O trabalho do arquiteto
Agora, vamos falar um pouquinho mais sobre o trabalho do arquiteto. Como vimos, esse profissional tem uma visão um pouco mais voltada para os aspectos humanos de um projeto de construção, mas o que isso significa na prática?
Basicamente, o objetivo principal do arquiteto é garantir que o cliente receberá ao final da obra exatamente o que ele queria. Faz parte do seu trabalho entender os desejos, anseios e preferências do cliente e torná-los realidade. O arquiteto pensará em tudo: como os cômodos receberão a luz do sol, como as cores podem afetar quem estará nesses espaços, que tipo de mobília fará sentido.
O arquiteto é também responsável por pensar na mobilidade e na facilidade em se deslocar pelo ambiente projetado. Um arquiteto pode, inclusive, incluir um elevador residencial no projeto, customizando-o de acordo com os gostos do cliente: dimensões, cores, etc. Você imagina, e o engenheiro, dentro das possibilidades, transforma em realidade. Confira um exemplo de como um elevador pode ser incluído num projeto residencial aqui.
Ah, claro, vale lembrar que o arquiteto não está limitado aos projetos residenciais! Ele está apto, também, a planejar obras comerciais, de revitalização, de áreas verdes etc. Numa obra de revitalização histórica, por exemplo, o arquiteto terá uma compreensão profunda sobre a história do lugar a ser restaurado, garantindo que o resultado final seja o mais próximo possível do original.
Da mesma forma, em projetos de paisagismo ou de áreas verdes, o arquiteto emprega seus conhecimentos sobre projetos que envolvam o meio ambiente. Isto é, a visão do arquiteto vai muito além da parte puramente técnica.
Em suma, o arquiteto pode atuar nas seguintes áreas:
- Construções: residenciais, comerciais, industriais etc.;
- Restaurações: revitalizações de projetos históricos, reformas etc.;
- Design de interiores: planejamento dos espaços internos, da pintura à mobília;
- Paisagismo: desenvolvimento de jardins, praças e parques, por exemplo.
O trabalho do engenheiro civil
Como foi dito anteriormente, o trabalho do engenheiro civil tem um foco mais exato, mais voltado para os cálculos. Contudo, o que isso de fato quer dizer?
O engenheiro utiliza cálculos em diversos aspectos de um projeto: por exemplo, ele faz os cálculos referentes aos materiais e à mão de obra, garantindo que não haverá desperdício e, assim, prevenindo que o cliente gaste mais do que precisa. O engenheiro também aplica cálculos na hora de projetar a sustentação de uma construção, como as fundações, que garantem que uma casa, por exemplo, não ficará se movendo e que ela toda está no mesmo nível.
O engenheiro civil também tem outro trabalho muito importante: planejar e desenvolver os sistemas de energia elétrica, telefonia, água e esgoto do projeto.
Por fim, o engenheiro civil também é responsável por solucionar eventuais problemas de ordem legal, garantindo que tudo no projeto foi desenvolvido e está acontecendo de acordo com as normas do local onde a obra está acontecendo.
Mas então, de forma geral, em quais áreas o engenheiro civil pode atuar? Como vimos, ele pode exercer suas funções em obras de diferentes tipos, como:
- Construções: projetos de construção urbana, como é o caso de prédios, shoppings etc.;
- Saneamento: projetos que envolvem o planejamento do esgoto;
- Fundações: planejamento das estruturas que dão suporte às construções;
- Hidráulica: projetos de barragens e reservatórios de água, por exemplo;
- Infraestrutura: construção de rodovias, viadutos etc.
E então, qual profissional escolher?
Bem, a resposta é… os dois! Isso porque, embora as funções do arquiteto e do engenheiro possam se sobrepor em alguns momentos, os seus diferentes focos e expertises, quando combinados, conseguem dar conta de tudo aquilo que é necessário a um projeto de construção. Muitas vezes, ao decidir-se por apenas um, acaba-se negligenciando certos aspectos de uma obra. O melhor, nesse sentido, é aliar esses dois profissionais.
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